
É como se doessem os pés.
Um incomodo que desconserta o passo lentamente.
Você insiste porque precisa continuar.
Existem ainda quantos passos até o final da estrada?
Será que tão importante mesmo chegar, ou abandonar-se e sentar ali,
a beira do NADA?
Pode o abandono ser a melhor estrada ?
A minhas decisões não me pertencem mais, penso num estado de alerta absurdamente improvável.
Mas os pés que precisam seguir ainda doem...
Na tentativa de segue não segue,
de as decisões serem minhas,
de se deixar ficar no meio do NADA,
descubro que abandonar o que me machuca [...] talvez alivie um pouco a dor. Qual delas?
Só não aquela que eu faço cotidianamente sem sequer estar usando algum sapato...

